Obsessão na visão espírita

O que é uma obsessão? Quem é o obsessor?

 "Obsessão é a ação persistente ou domínio que alguns espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. É praticada pelos espíritos inferiores que querem dominar pois, os espíritos bons não impõe constrangimento..."Livro dos médiuns, capítulo 23.

Obsessor é o espírito inferior, encarnado (veja obsessores encarnados) ou desencarnado, que busca incessantemente exercer domínio de suas vontades sobre outro. Espíritos bons aconselham mas nunca impões, pois respeitam nosso livre-arbítrio.
Para que haja uma obsessão é preciso que a outra parte esteja em sintonia, com campo aberto receptivo ao processo, submisso ou invigilante. 
A porta aberta à obsessão é a imperfeição moral: fofoca, materialismo, inveja, gula, vícios em droga ou sexo, constantes sentimentos negativos...
Os motivos que levam um obsessor a agir desta forma podem ser vários: ambição, inveja, posse, vingança, ou o simples desejo de fazer o mal.
Para a vítima é oportunidade de conhecimento, evolução e caridade. Basta que  identifique, busque conhecimento e faça as mudanças necessárias em sua vida. Saindo da sintonia, ainda que o obsessor persista, ele não mais será afetado.
Incontáveis são as vezes que espíritos obsessores não conseguindo acesso ás suas vítimas, utilizam-se de outros encarnados em desequilíbrio para atingi-los.
A pessoa que você prejudica hoje poderá ser seu obsessor de amanhã, caso ele não tenha evolução moral e amor próprio!


Obsessores encarnados.
Obsessão de encarnado para encarnado. Ocorre entre casal, de pais para com os filhos, de chefes para com os funcionários, políticos com o povo, líderes religiosos com o povo, vizinhos ou conhecidos.
A ação obsessiva da perseguição, coação e difamação são crimes perante a lei e medidas de orientação e denúncias devem ser tomadas. As vítimas devem buscar orientação para tomar as medidas cabíveis, assim como interromper o processo, não dando acesso para que a situação se prolongue. 

Obsessão de encarnado para desencarnado. Diante do desencarne de um afeto, o encarnado não aceita e fica constantemente pensando e lamentando sua partida.

Na obsessão recíproca, as duas pessoas são afins e se alimentam das energias e situações  em comum, estão ligados pela afinidade e não podem ser separados de forma abrupta.

Na auto-obsessão a própria pessoa se prejudica através de pensamentos negativos viciados, auto-sugestões negativas, complexo de inferioridade. É a falta de cuidados psíquicos, emocionais e orgânicos que gera um campo energético nocivo auto-sustentado.
"Sendo o espírito a causa real de toda manifestação inteligente do ser, é fácil constatar-se que os desequilíbrios mentais estão ligados á rebeldia, á não observância das leis de Deus...Instaladas as forças desequilibrantes no campo íntimo, inicia-se a desintegração da harmonia mental; esta perdura até que o interessado se disponha a valer-se das bênçãos divinas, para restabelecer a tranquilidade e a capacidade de renovação que lhe são inerentes á individualidade em abençoado serviço evolutivo."  Livro: No mundo maior, Chico Xavier.


Graus da obsessão.
Numa obsessão simples, a vítima percebe que está sendo influenciada por pensamentos que atormentam, percebe mentiras e manipulações. Ela não perde o discernimento, o raciocínio lógico, não é dominada e consegue se libertar dos pensamentos negativos. 
Na fascinação, o obsessor exerce uma influência que conquista campo na mente da vítima. A vítima acredita nos pensamentos que lhe são inspirados e tem obediência cega ao que lhe é sugerido. Nesta obsessão, o obsessor se passa por amigo, benfeitor, ganhando assim a confiança cega do outro e então pode induzir as mais absurdas idéias que o outro acreditará. Também há uma investida para isolar a vítima, pois desta forma ficará mais fácil exercer domínio, sem os outros para levá-lo de volta á realidade.
Na subjugação a vontade da vítima é totalmente nula, tornando-se completamente controlado pelo outro, como um marionete.


Como ocorre um processo obsessivo.
 O perseguidor age persistentemente sobre o outro para que consiga sintonia mental, fazendo suas investidas constantes. A vítima invigilante reage deixando-se dominar pelas idéias intrusas.
Além das investidas pelas idéias, o obsessor ainda envolve sua vítima em fluidos que atuam em seu perispírito. Estes fluidos fazem com que a vítima perca o discernimento de saber o que é seu e o obsessor passa a agir em seu lugar, o indivíduo se torna instrumento de sua vontade. 


Desobsessão, cura.
O tratamento depende do grau da obsessão e quanto a vítima foi afetada. Em casos mais graves, onde ja houve comprometimento da saúde física e mental é necessário procurar ajuda médica e psicológica.
A cura é um processo de identificação da origem do problema, autoconhecimento, transformação moral e de hábitos. 
Pela prece elevamos nossa vibração, temos forças necessárias para vencer as dificuldades, restabelecendo a esperança e o desejo no bemA prece deve necessariamente ser da crença que ressoa com cada um, pois é necessário senti-la.
Obsessão é consequência, a causa é a imperfeição moral. Apenas com a transformação íntima a vítima estará liberta da obsessão. Enquanto a própria pessoa não se conscientizar que aquele habito ou pensamento lhe faz mal e desejar o melhor para sí, continuará sofrendo as consequências.
O estudo nos da discernimento, nos ajuda a refletir e ensina a mudar hábitos.
Passe. "Nos casos de obsessão grave, o obsidiado se acha como que envolvido e impregnado em um fluido pernicioso que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É deste fluido que importa desembaraçá-lo." Kardec.
Através do passe, por médiuns devidamente treinados, o campo fluidico é limpo e fluidos positivos ficam envolvendo o assistido auxiliando em seu processo de cura. O passe sempre deve ser complementado com orientação por um doutrinador com autoridade moral.
A meditação é um treino mental, nos ensina a estar no momento presente e desapegar dos pensamentos viciados. Nesta condição temos acesso imediato á paz.

"Não devemos espalhar a crença nos tormentos eternos para os desventurados, e sim a certeza de que ha homens infernais criando infernos para sí mesmos." André Luiz - Livro Os mensageiros.