A verdadeira família não é a de laços de sangue

"Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho;,...Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros e ha Espíritos afastados entre si por antipatias. Não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família, e
sim os da simpatia e da comunhão de ideias, os quais prendem os Espíritos
antes, durante e depois de suas encarnações
".
O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Como é explicado no Evangelho, os corpos biológicos geram corpos biológicos, onde os espíritos que ja existiam encarnarão temporariamente para sua experiência na Terra. Este grupo biológico é formado devido às  características e propósito individuais de cada espírito. 
Muitos se sentem completamente deslocados no meio em que estão inseridos, não sentem afinidade, nem tampouco ligação, sentem-se estrangeiros com saudade de casa e de alguém que não pode ser definido (veja Síndrome do Estrangeiro). São espíritos vindos de outros mundos e outros núcleos, inseridos neste meio para uma imersão cultural e após a experiência terrena voltarão para seu meio. 
Os laços de afeto desenvolvidos durante a experiência terrena continuará, pois os espíritos se unem pela afinidade e os os laços apenas da consanguinidade com o tempo se dissiparão pois, são muito frágeis e temporários.